Jarra com maldição de mais de 2 mil anos é encontrada na Grécia

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Foi encontrada em 2006, mas só agora analisada, uma jarra de cerâmica da Grécia Antiga. Ela tem 2300 anos e contém uma maldição.

Embora nenhum efeito óbvio do tal feitiço tenha sido experimentado por qualquer pessoa até agora (felizmente!), estima-se que 55 pessoas que viviam em Atenas naquela época podem não ter tido a mesma sorte, já que a maldição foi direcionada a elas.

De acordo com os pesquisadores, o jarro de cerâmica continha a cabeça e ossos quebrados de uma galinha jovem. Ele foi encontrado na Ágora de Atenas, e estava enterrado atrás de um antigo prédio comercial, que era sede de ateliês e oficinas de artesãos.

O objeto estava ainda perfurado com um enorme prego de ferro e foi enterrado junto com uma moeda, provavelmente detalhes do feitiço.

Os alvos foram definidos em uma série de palavras escritas na superfície da jarra. Além dos nomes de cerca de 55 pessoas, é possível ler expressões como “nós amarramos”.

Os pesquisadores juntaram os elementos e chegaram a conclusão de que o recipiente contém um feitiço para incapacitar pessoas física e mentalmente.

Isso pode ser observado pelo prego, que tinha para os gregos antigos um forte simbolismo de incapacitar – literalmente “pregar”, além dos ossos quebrados da jovem galinha.

Aparentemente, o animal funcionou como um veículo da intenção de quem jogou a maldição, cujo motivo é agora estudado pelos arqueólogos.

Macumba grega

Os pesquisadores levantaram algumas hipóteses a respeito do que motivou a maldição. A principal delas seria um processo judicial: os 55 nomes seriam testemunhas e pessoas relacionadas ao caso.

Além disso, o fato de o objeto ter sido enterrado próximo a um prédio comercial pode ser o indício de um processo trabalhista, talvez de funcionários contra seus patrões.

No entanto, fica difícil cravar qualquer motivação. Os historiadores lembram que a Grécia de 300 a.C, época em que a jarra foi enterrada, era cheia de disputas políticas internas, ainda reflexo da morte precoce do conquistador Alexandre, o Grande.

Nada que um bom banho de ervas não resolva.



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