Nasa encontra partículas de água no lado claro da Lua

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Depois de tantas décadas estudando a superfície da Lua, a Nasa afirmou ter descoberto partículas de água no lado claro do nosso satélite.

Os primeiros indícios da presença dessas moléculas surgiram há alguns anos, mas só agora parece ter vindo uma confirmação. A descoberta pode mudar totalmente a função da Lua quando se pensa em exploração espacial.

As moléculas de água na Lua foram encontradas no lado claro, que está sempre visível a partir da Terra.

Elas estão ligadas a outros minerais e, ao menos por enquanto, a Nasa as considera como uma “prova química” da existência de água no satélite. O local com maior concentração de moléculas e a cratera chamada de Clavius.

Agora pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, trabalham em parceira com a Nasa, com os dados obtidos pela agência espacial americana.

O objetivo seria provar que um grupo de crateras de tamanho pequeno teria condições de abrigar uma quantidade maior de água do que as partículas identificadas pela Nasa.

Assim como a Clavius, estas crateras estão localizadas no lado claro da Lua, mas sempre estão na sombra, nunca recebendo a incidência direta de raios solares.

Por isso, elas teriam uma temperatura média de 163 graus negativos, o que colaboraria para a formação de gelo identificável.

As partículas confirmadas até agora são tão escassas que não configuram nenhum dos estados físicos da água, sendo apenas moléculas individuais.

A importância da água na Lua

A presença de água na Lua é especulada há muitos anos, mas com o desenvolvimento da exploração espacial, encontra-la teria uma importância ainda maior.

A ideia é de que em um futuro mais ou menos próximo, o satélite sirva como uma base de lançamentos para missões mais distantes, além de um posto de abastecimento, com a água servindo de combustível.

Isso facilitaria as missões da Terra, que poderiam sair da nossa superfície carregando apenas o combustível necessária para chegar até a Lua, onde receberiam outra carga.

De qualquer forma, isso demandaria uma quantidade muito maior de água, o que é bem improvável, mas sua existência confirmada pode ser o começo de tudo.



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