Paraplégicos voltam a andar com tratamento de choque na medula

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A paralisia dos membros inferiores causada por lesões na medula espinhal pode estar com seus dias contados. Um tratamento à base de choques elétricos na medula tem se mostrado eficaz em vários indivíduos paraplégicos, revolucionando a ciência no que diz respeito ao assunto.

Traumas muito fortes na região da coluna vertebral podem provocar a fratura das vértebras e uma consequente interrupção da comunicação do cérebro com toda a coluna, que se dá através da medula. O desafio da ciência sempre foi encontrar uma forma de fazer essa comunicação ser religada e parece que os cientistas finalmente conseguiram.

Experimentos realizados por pesquisadores da Universidade de Louisville, no estado americano do Kentucky, mostraram que a colocação de pequenos eletrodos nas costas, próximos à região danificada em algum acidente, fez com que os sinais cerebrais voltassem a percorrer a coluna, possibilitando que pacientes paraplégicos voltassem a andar.

A técnica, batizada de estimulação epidural, se aproveita de uma descoberta de que mesmo quando a medula é ferida, conexões muito pequenas, incapazes de continuar o envio dos sinais, continuam a existir. O estímulo elétrico utiliza essas pequenas conexões para “religar” todo o sistema, que funciona através da medula.

Outras universidades americanas realizaram experimentos semelhantes, variando a quantidade de eletrodos e a intensidade do estímulo elétrico e mesmo assim obtiveram resultados similares.

Uma nova esperança

Mesmo com os estímulos elétricos, os pacientes precisaram de várias semanas de fisioterapia para conseguir dar os primeiros passos, mesmo assim quase sempre com a ajuda de um andador ou algum tipo de apoio. No entanto, é possível observar a grande ajuda do estímulo elétrico na medula.

O sistema possui uma bateria regulável que fica em uma bolsa presa ao abdômen e é necessário encontrar a intensidade perfeita para cada pessoa, já que estímulos muito fortes poderiam causar dor e movimentos involuntários, semelhantes a espasmos. Já um estímulo muito fraco poderia não fazer efeito. Os cientistas continuam aperfeiçoando a técnica.



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