Pela 1ª vez, cientistas criam psicoativo da maconha sem a planta

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Eis mais uma criação da ciência que deve chamar a atenção de muita gente: cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, anunciaram que pela 1ª vez, o psicoativo e outros compostos da maconha foram criados em laboratório, sem a necessidade da planta. A novidade foi anunciada nesta quarta-feira (27) e divulgada na renomada revista Nature.

Com o uso da chamada biologia sintética (nova área interdisciplinar que aplica princípios de engenharia à biologia), os cientistas conseguiram reproduzir em laboratório os dois compostos mais conhecidos da planta: o Tetraidrocanabinol, mais conhecido pela sigla THC (responsável por te deixar “virado”), e o canabidiol, o CBD (conhecido por suas propriedades terapêuticas).

O líder do estudo que revelou essa criação foi o bioengenheiro Jay Keasling. Ele e sua equipe passaram anos quebrando a cabeça para descobrir uma forma de criar maconha em laboratório

Tudo começou após os cientistas conseguirem “torcer” os genes de leveduras com a ajuda do DNA da maconha, o que resultou no precursor do THC e do CBD. De início, não deu muito certo, mas as coisas começaram a andar após a equipe focar uma enzima conhecida como CsPT4, o resultou nos ingredientes necessários para a fabricação dos dois compostos.

A grande implicação desta novidade é que ela pode impactar empresas farmacêuticas e startups que desejam produzir medicamentos baseados em maconha para tratar diversos problemas, como epilepsia e artrite. Analistas de Wall Street, por exemplo, acredita que a maconha criada em laboratório deve acelerar a entrada da cannabis no mercado farmacêutico e também na indústria de bens de consumo.

“Ela (a maconha de laboratório) pode se tornar a origem de novos produtos que podem surgir a partir dela”, disse Keasling.

O bioengenheiro, agora, precisa comprovar o procedimento em experimentos de maior escala e que ele é mais barato que os métodos tradicionais. De qualquer forma, ele já patenteou essa tecnologia e disse que está disposto a trabalhar com indústrias farmacêuticas e de alimentação para desenvolver novos produtos.

“De uma perspectiva científica, como todos os canabinóides raros que vamos conseguir produzir, eu acho que vai ser algo bem bacana”, afirmou Keasling.



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