Selfies aumentam casos de piolhos em escolas, diz estudo

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Os piolhos são antigos companheiros dos seres humanos. Não porque quisemos, mas porque foi assim que a natureza determinou.

Há registros de que piolhos fazem parte da realidade dos cabelos humanos desde, pelo menos, 3 mil anos a.C. Houve uma queda no coeficiente de infestação a partir da década de 1940, mas um “surto” ocorreu nos anos 1960 e, desde então, há oscilações entre os níveis de incidência de casos de pediculose, doença causada por esses animais.

O índice de infestações por piolhos pode estar aumentando. E por um motivo peculiar: as selfies, autorretratos feitos com celulares.

Ao menos é o que foi descoberto a partir de um estudo feito pelo Instituto Holandês de Saúde Pública e Meio Ambiente (RIVM). A pesquisa confirmou que o aumento nos casos de piolhos entre alunos do ensino médio da Holanda é causada pelas selfies.

O estudo observou somente o comportamento na Holanda, no entanto, imagina-se que a realidade seja a mesma em vários outros países do mundo. As selfies estimulam maior contato físico entre crianças e adolescentes, o que aumenta a propagação dos piolhos.

Quantidade

A pesquisa aponta que 28% dos alunos do ensino fundamental da Holanda têm piolhos. Já entre os estudantes holandeses de ensino médio, o índice é um pouco menor, mas ainda preocupante: 19%.

Em entrevista à emissora de TV holandesa RTL, a especialista Desiree Beaujean disse acreditar que a causa do aumento de infestações de piolhos em crianças e jovens holandesas está mesmo associada às selfies. “Há muitos abraços e, quando fazem selfies, o cabelo de um entra em contato com o dos demais e permite a transferência dos insetos”, afirmou.

Meninas são mais atacadas

O estudo feito pela RIVM também aponta que, ao menos na Holanda, meninas são mais atacadas por piolhos do que meninos. Estima-se que elas sejam vítimas de 3/4 das infecções. O motivo está no tamanho dos fios de cabelo das garotas, maiores que os dos rapazes.

Não há tratamento efetivo que resolva o problema. Segundo o órgão, a única forma de trabalhar neste caso é em prevenção e conscientização.



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