Vírus brasileiro está infectando máquinas de cartão de crédito; saiba mais

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Mais uma ameaça eletrônica assola o mundo e dessa vez a origem dela é brasileira. Um vírus está infectando máquinas de cartão de crédito e clonando cartões. Nem mesmo os cartões de chip estão mais seguros.

O vírus trata-se de uma variação do malware conhecido como Prilex, que existe desde 2014. Originalmente, ele era usado em caixas eletrônicos de bancos para causar o efeito chamado “jackpotting”, onde o caixa começava a soltar notas aleatoriamente como uma máquina caça-níquel.

A nova variação, descoberta pelo Kaspersky Lab do Brasil, funciona invadindo os sistemas das máquinas de cartão de crédito e débito. Ele copia os dados de cartões e disponibiliza para os criminosos, que podem então realizar a clonagem.

O Prilex se espalha em mensagens de email ou links enviados por redes sociais. Quando abertos em computadores que estejam ligados ao terminal das máquinas de cartão, conseguem acessá-las e fazer o serviço.

O chip dos cartões acaba funcionando para o vírus como uma memória flash, de forma similar a um pendrive. Dessa forma, o vírus roda no chip uma aplicação desenvolvida em Java que consegue pular etapas de identificação do cartão no sistema e obter os dados introduzidos na máquina.

Os dados obtidos são direcionados a um servidor de onde os hackers conseguem acessá-los através de um simples aplicativo de celular. O Kaspersky Lab deu algumas recomendações sobre como não cair no golpe.

Como se proteger

Os especialistas orientam os usuários de cartões de crédito e débito, com chip ou faixa magnética, a ficarem atentos às transações feitas pelo cartão. Se alguma movimentação suspeita for notada, o banco deve ser notificado e o cancelamento do cartão deve ser feito o mais rápido possível.

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Já para os comerciantes que se utilizam das máquinas de cartão, a orientação é tomar cuidado com os emails e mensagens abertas no computador ligado às máquinas. O ideal é que nenhuma mensagem suspeita seja aberta, até mesmo em dispositivos pessoais do lojista, como celulares.



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