Criminalista explica que, apesar do apelido, ‘Lázaro não era serial killer’

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O caso doSerial Killer do DFfoi parcialmente concluído após a morte do criminoso na manhã desta segunda-feira (28), mas um perito criminalista explica que o termo utilizado não é o adequado.

Para o perito e psicanalista forense José Ricardo Bandeira, Lázaro Barbosa possuía traços de assassinos que não escolhem vítimas, apenas matam porque lhe impedem de fugir – estes são nomeados, oficialmente, como “spree killer”.

Bandeira explica que “um serial killer tem uma outra particularidade”, sendo este com um desejo próprio a ser saciado e com vítimas de um mesmo perfil, além de crimes com particularidades entre si, enquanto um spree killer comete os assassinatos de formas desconexas e sem perseguição.

O perfil e laudo criminológico revelou que Lázaro tinha traços de psicopatia. No entanto, o especialista comenta que “não teria como afirma com 100% de certeza, mas pelo histórico dele, tinha transtorno antissocial”.

Caso Lázaro: o Serial Killer do DF

O Serial Killer do DF” foi morto na manhã desta segunda-feira (28) durante um confronto com as forças policiais, em Águas Lindas, em Goiás. A informação bate de frente com a notícia de que ele teria sido preso, após vídeo publicado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Lázaro chegou a ser encaminhado para o Hospital Bom Jesus, após os agentes confirmarem que ele foi baleado durante fuga em uma mata, nas imediações da casa da ex-sogra.

Câmeras de segurança flagraram o suspeito de assassinato em série andando pela região durante a madrugada. Os policias cercaram o local ainda nas primeiras horas da manhã.

Anteriormente, pessoas ligadas a Lázaro chegaram a acionar um advogado criminalista para negociar a sua rendição de forma que garantisse a sua integridade física.

Me especularam se eu tinha condições de garantir”, afirma um profissional que prefere não se identificar.

A fuga que durou cerca de 20 dias fez com que o maníaco invadisse propriedades rurais, roubasse alimentos e ameaçasse reféns, aterrorizando o país.

 



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