7 incríveis descobertas recentes sobre o Sistema Solar

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Apesar do nosso Sistema Solar ter bilhões de anos, nós não sabemos quase nada sobre ele. Todos os anos, nós descobrimos informações novas e mais legais sobre o espaço.

Veja, abaixo, algumas das descobertas mais recentes sobre o Sistema Solar:

Segunda Lua

asteroid 2016 ho3

Em 27 de abril de 2016, os cientistas da NASA descobriram que a Terra tem uma segunda lua. Mais ou menos. Apelidado de 2016 HO3, este companheiro de viagem ao longo da órbita em torno do Sol é um asteroide – pequeno demais pra ser uma lua, sendo considerado apenas um “quase-satélite”. Apesar disso, ele ainda demonstra o comportamento principal do satélite, na medida em que orbita a Terra, mas não faz isso o tempo todo. (Veja também: Como seria se a Lua não existisse?)

2016 HO3 orbita o Sol ao longo de um caminho muito próximo ao da Terra, mas por causa do formato do caminho, o astro fica pra trás por parte do ano, enquanto outras vezes salta à frente. Quando passa à nossa frente, ele dá uma volta em torno do nosso pequeno planeta azul. Não se preocupe, não há nenhuma chance de uma colisão com esta rocha espacial. 2016 HO3 não está próximo nem da Lua e Bruce Willis não vai precisar salvar o mundo.

Novo planeta no Sistema Solar

novo planeta

Enquanto um possível nono planeta – ou 10º, dependendo da sua opinião sobre Plutão – não tenha sido realmente detectado, uma forte evidência da sua presença existe. Em 20 de Janeiro de 2016, astrônomos da Caltech descobriram os planetas anões gelados Sedna e Biden, juntamente com pelo menos quatro outros planetoides no Cinturão de Kuiper com “órbitas peculiares”. (Veja também: O que aconteceria se um planeta colidisse com a Terra?)

Estas excentricidades extraterrestres só podem ser resultados da presença de um grande planeta, talvez três vezes do tamanho da Terra, mas ainda menor do que Netuno. Devido à sua distância do Sol – cerca de 200 a 300 vezes mais longe do que a Terra – este objeto trans-netuniano levaria cerca de 20.000 anos pra girar em torno do Sol apenas uma vez. Pense sobre isso da próxima vez que você reclamar da fila do banco.

Mistérios de Ceres

montanha ahuna mons em ceres

Se você nunca ouviu falar de Ceres, é um planeta anão do Sistema Solar localizado no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Não abriga nenhuma forma de vida que conhecemos, mas desde de março de 2016, os cientistas da NASA descobriram algumas características ainda sem explicação. (Veja também: Contato com alienígenas pode demorar mais de 1.500 anos)

A primeira é uma montanha de 20 km de largura e 5 km de altura piramidal apelidada de Ahuna Mons. A montanha chocou os cientistas, pois eles não podem explicar como ela se formou – placas tectônicas não são comuns em Ceres. Além disso, 12 manchas brancas foram avistadas, provavelmente depósitos de sal. Os cientistas acham que esses depósitos de sal podem dar pistas de como nosso Sistema Solar se formou.

Água em Marte

água em marte

Água em Marte pode não parecer tão emocionante, a menos que você trabalhe na NASA ou adore ciência. Mas mesmo se não for o caso, você realmente deveria ler esse parágrafo! Afinal, onde há água, há uma boa possibilidade pra vida. Assim, em 2015, quando a NASA descobriu água – as manchas escuras na foto – fluindo em Marte, as chances que a vida ainda exista no planeta vermelho levantou bastante. (Veja também: De que forma nós poderíamos viver em Marte?)

Agora, precisa ser mencionado que esta água não é o suficiente pra encher um rio ou um riacho e muito menos o Amazonas. Portanto, se esta água gerar vida, não vai ser uma criatura alta, verde e cheia de braços, mas provavelmente bactérias. Então não se esqueça de higienizar as mãos, apenas no caso de uma guerra eclodir.

Som no espaço

Você leu certo – a NASA encontrou som no espaço. Na verdade, é um equívoco comum que o som não existe no espaço. Existe, mas não há gás ou atmosfera pra transmiti-lo de forma que os ouvidos humanos podem ouvi-lo – talvez, as orelhas alienígenas não são tão limitadas. Por isso, foi legal quando, em 2013, a Voyager 1 foi capaz de não só captar alguns sons, mas transmiti-los de volta à Terra. (Veja também: Nuvens estão mudando graças às alterações climáticas)

O Voyager 1 conseguiu isso porque as ondas viajam através do espaço em diferentes frequências, como ondas de rádio. As ondas de rádio estão à nossa volta – só precisamos de receptores e rádios pra detectá-las e traduzi-las. Então, quando o Voyager 1 passou e saiu da heliosfera – um campo magnético criado pelo Sol -, ele captou as ondas em várias frequências, variando de 300 Hz a 3 kHz – o que quer dizer que o Sol tem boa afinação.

Vulcão de gelo em Plutão

vulcão de gelo em plutão

Em julho de 2015, quando a sonda New Horizons da NASA espiou Plutão, nós recebemos as fotos mais nítidas de todos os tempos. Entre essas fotos, a embarcação capturou imagens do que os cientistas acreditam ser um vulcão. Mas os vulcões de Plutão são diferentes dos nossos, porque, em vez de lava, eles expelem gelo. (Veja também: 9 erros cometidos por filmes sobre o espaço)

Além disso, a imagem acima não é um vulcão de gelo pequeno. O território, chamado Wright Mons, tem mais de 150 km de diâmetro e 4 km de altura. Assim, embora tenha cerca de metade do tamanho do Monte Everest, parece enorme no pequeno mármore cinza que é Plutão. Agora tudo que a NASA precisa fazer é descobrir uma maneira de fazer uso desta máquina de gelo perpétua.

Chuva solar

Em 2014, os cientistas da NASA descobriram um pouco mais sobre o clima das explosões termonucleares colossais que chamamos de Sol. Basta dizer, eles já sabiam que o clima do Sol é sempre quente, mas eles não sabiam o quão quente. Por exemplo, a chuva solar vem na forma de plasma – gás super-carregado, basicamente como um relâmpago. (Veja também: Dias da Terra estão contados, afirma Stephen Hawking)

Esses não são os pingos de chuva refrescantes que gostamos. Além de ser extremamente quente, estas gotas de plasma caem numa velocidade de 200 km/hora. Oh, e cada gota tem o mais ou menos o tamanho da Irlanda. Mas, apesar dessas grandes diferenças, chuvas solares se comportam praticamente iguais às chuvas terráqueas. Quem diria que nosso planeta teria tanto em comum com o Sol, além da sensação térmica do verão brasileiro?



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